Os Direitos do Animal

 
           A UNESCO aprovou em 1978, em Paris, a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL, seguindo a mesma trilha filosófica da Declaração universal dos direitos do Homem, votada a 30 anos pela ONU, o Dr. Georges Heuse, secretário geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta declaração.

 

A Declaração

Art. 1º) Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Art. 2º) O homem, como a espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.

Art. 3º) 1 - Todo animal tem direito a atenção, aos cuidados e a proteção dos homens; 2 - Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Art. 4º) 1 - Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; 2 - Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5º) 1 - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e liberdade que forem próprias da sua espécie; 2 - Toda modificação desse ritmo ou dessas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.

Art. 6º) 1 - Todo animal escolhido pelo homem para companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; 2 - Abandonar um animal é ação cruel e degradante.

Art. 7º) Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e da intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.

Art. 8º) 1 - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico, é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação, médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade;
2 - As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9º) Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.

Art. 10) 1 - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; 2 - As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art. 11) Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.

Art. 12) 1 - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; 2 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Art. 13)  1 - O animal morto deve ser tratado com respeito;  2 - As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidente ofensa aos direitos do animal.

Art. 14) 1 - Os organismo de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental; 2 - Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.